quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Um trabalho para sábios...

Conta-se que numa carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para acertarem as suas diferenças.
O martelo exerceu a presidência, mas os participantes notificaram-no que teria de renunciar. Qual a causa? Fazia barulho demais e, além disso, passava todo o tempo a golpear.
O martelo aceitou a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele precisava dar muitas voltas para conseguir alguma coisa.
Perante o ataque, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material todo e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, uma rústica madeira converteu-se num fino móvel.
Quando as ferramentas ficaram novamente a sós, a assembleia reactivou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com as nossas qualidades, com os nossos pontos fortes. Assim proponho-vos um acordo: não vamos ressaltar os nossos pontos fracos, mas vamos passar a valorizar os nossos pontos fortes".
A assembleia aprovou a proposta, todos tinham entendido que se o martelo era barulhento, também era forte; se o parafuso dava voltas, também unia e dava força; se a lixa era áspera, era também especial para limar e amaciar asperezas; e se o metro sempre media os outros, era também preciso e exacto. E que todas estas habilidades eram necessárias para o trabalho em conjunto. Sentiram-se então como uma equipa capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalharem juntos!
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar para comprovar. Podemos comparar esta história com as nossas vidas: nós somos os instrumentos com os seus defeitos, e, principalmente com as suas qualidades. Mas Deus (que é o Carpinteiro), usa as nossas qualidades para transformar as nossas obras em coisas úteis para o próximo! Quando uma pessoa busca defeitos na outra, sempre encontra algo para criticar. Desta forma o clima torna-se tenso e negativo; ao contrário, quando se buscam, com sinceridade, os pontos fortes uns dos outros, as melhores conquistas humanas florescem.
É fácil encontrar defeitos - qualquer ignorante os descobre. Mas trabalhar, realçando as qualidades e minimizando os defeitos... Isso é só para sábios!

1 comentário:

Simão disse...

"O prazer do trabalho aperfeiçoa a obra."-Aristóteles

"A sorte do gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração."-Thomas Edison